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Design

Tornar a vida das pessoas melhor 

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Pensar criativamente sobre a vida das pessoas, evidenciar a escassez de recursos e técnicas para alterar os padrões habituais de interacção, contacto e visão do mundo que nos rodeia: o design tornou-se uma forma global de relacionamento entre as pessoas.


A linguagem do design ultrapassa barreiras linguísticas, culturais, mentais e captou a essencia deste fenómeno global de comunicação, ajudado pelas novas tecnologias, revelando e evidenciando o que se produz e concebe, de forma inovadora e inventiva, objectivando as reais necessidades e preocupações da sociedade, na sua identificação criativa o design procura corresponder a uma melhoria da vida das pessoas.


Hoje, as características dos materiais estão radicalmente alteradas, se pensarmos no desafio que representam para os nossos conceitos pré-estabelecidos : cerâmicas flexíveis, espumas metálicas, plásticos condutores e emissores de luz, ligas capazes de memorizar as suas formas: a cultura do desenvolvimento contínuo afectou o design e levou-o onde antes ainda não era possível há um par de anos.

 

As novas tecnologias aplicadas às comunicações, computadores e indústria contribuiram também para que os processos se alterassem e ajudasse na pesquisa e avanço do design, acelerando o processo de criatividade desde o conceito inicial até ao protótipo, da produção em massa para a personalização em massa: um simples toque de botão num teclado de computador e do lado da produção é possível ter séries mais pequenas e adaptadas a determinadas pessoas e às suas necessidades individuais, cada vez mais miniaturizado, produtos multifuncionais e melhor desempenho.

 

A liberdade de experimentação, o aperfeiçoamento do saber-fazer, os seus testes muito mais rápidos e flexíveis, permitiram que o design se tornasse mais elástico, desse forma excepcionalmente complexa às ideias e personalizasse os produtos.

 

A internet provocou um passo de gigante na evolução do design e da criatividade, obrigando ao cruzamento acentuado das disciplinas e ao facilitar a disponibilidade de informação, caminhando para os produtos ainda mais multifuncionais e “inteligentes” num futuro próximo.

 

As tecnologias de informação incorporadas nos produtos começam a assumir um papel relevante, de tal modo se tornam cada vez mais comuns como o vidro ou o plástico, permitindo ao design enveredar pela via do de soluções ainda mais inovadoras e melhor desempenho.

 

A tendência para a simplificação e o uso de processos naturais de algumas correntes do design, assumindo o compromisso do mínimo impacto no ambiente natural é outra das realidades dos nossos dias, numa regeição da exigência instável de maior variedade e volume na produção dos produtos.

 

A palavra mestra no design chegou à declaração da simplificação, num denominador comum das diversas correntes de design. Este essencialismo possibilitará a maximização a partir do mínimo – recursos, formas, meios, orçamento, ... – ajudará simultaneamente o design no alcance de formas contíguas a uma pureza emocional inerente. Simplificar no design aponta para uma abstração do ruído, a focalização no realçar da qualidade dos produtos e na durabilidade.

 

Designers são pessoas que criam, abstraem e concretizam, dão formas a ideias, sensibilizam as necessidades de outras pessoas.

 

As ligações emocionais dos produtos com as pessoas é outra linha mestra do design e a criatividade atinge o limite da sua linha energética ao agradar emocionalmente o seu utilizador, aeuela e aquele que tem o prazer da manipulação, o gosto da sua exibição, que cria o seu ambiente, extasia-se com a beleza da sua forma, aperta-se-lhe um nó na garganta com a emoção de experimentar a (multi)funcionalidade do produto. A emotividade transformou-se no factor competitivo diferenciador e o factor crítico de sucesso para o design e a indústria, a par das suas ligações poderosas, significativas e relevantes com os seus utilizadores.

 

Criando produtos para amar e produtos para viver em função das pessoas que consomem e criam relacionamentos, o design assumiu a faceta do sucesso no seu horizonte. Assim também nas correntes do design, as perspectivas de abrangência na criação de produtos universais ou a individualização em produtos personalizados entrecruzam-se, oferecendo ainda a bipolaridade de visões e de soluções de criatividade.

 

O desafio ambiental impõe-se hoje como premente sobre um horizonte de sustentabilidade a solução a dar aos resíduos, em acréscimo galopante, responsabilizando também os designers nesta matéria, uma vez que apresentam soluções de produtos e amplificam as manifestações do seu impacto ambiental. A visão global do projecto “chave na mão” em cada um dos aspectos do processo criativo é um desafio a enfrentar nesta economia global.

 

O objectivo de melhorar a vida das pessoas deriva de um papel-chave do design na vida actual, expandindo-se na aplicação das tecnologias emergentes, abrangendo a cultura material global do indivíduo criador, produtor e consumidor e responsabilizando-se pelas decisões de hoje para afectarem uma amanhã melhor das pessoas: mais do que uma perspectiva do políticamente correcto, o design assumirá a faceta ética de amplificar ou minimizar as tendências e os impactos do consumo.

 

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