| Formação Outdoor |
Página 2 de 7 Percursores da formação outdoor em Portugal A formação outdoor ou simplesmente a animação de pessoas em grupo através de actividades em regime de ar livre, foi um fenómeno que em Portugal despertou cedo, com iniciativas isoladas aqui e ali, oriundas do âmbito peculiar das associações dedicadas ao lazer e formação informal de jovens, como as associações de escuteiros, tanueiros ou exploradores.
No início dos anos 90 do século passado, verificou-se um salto qualitativo na área das actividades de formação outdoor e de aventura em regime de ar livre: o Challengers Trophy na sua fase inicial, foi o expoente das actividades desenvolvidas no âmbito do programa de actividades outdoor praticadas na natureza e em regime de ar livre, destinado à integração de quadros médios e superiores das empresas numa prova competitiva muiti-facetada, sob o desenvolvimento dos inúmeros desportos de aventura ali aplicados.
Surgida inicialmente com caracter lúdico e cujo objectivo apresentava as características da formação outdoor, conjugando o treino com o desenvolvimento de competências e o espírito de equipa, orientado para equipas de colaboradores das empresas envolvidas e dispondo dos recursos necessários para uma actividade de envergadura considerável e até aí nunca reunidos, o Challengers Trophy foi um marco assinalável neste âmbito e continua a sua prática até aos nossos dias.
Apostada numa variável de formação informal-formação outdoor, esta prova veio a evoluir nos anos seguintes para a “semi-profissionalização”: de equipas, do seu treino, da sua postura e do cumprimento de objectivos de forma quase compulsiva e obrigatória. A característica da actividade evoluiu nesse sentido, afastando-se do espírito original: foi arrastada pelas condicionantes de competitividade dos participantes e acompanhada nesta exigência pelos responsáveis da sua Organização.
Entre tantos outros, o grande mérito da execução de uma prova com as características do Challengers Trophy foi dar visibilidade, credibilidade e mediatização às actividades de aventura e formação outdoor, tornando-se quase uma moda e um must de participação de equipas de empresas na sua realização.
Outro contributo não menos importante, foi abrir a porta de entrada para a conjugação de actividades diversificadas num programa exigente de motivação-desafio-aventura de equipa como a canoagem, a corrida de orientação, a escalada, o rappel, o slide, pedestrianismo, o BTT entre outras.
Destaca-se, por fim, aquela que será a característica mais relevante, caracterizadora do mercado actual, mais pulverizado e especializado: introduziu o conceito em Portugal de uma forma mais “profissional” - “profissionalizante”, permitiu a abertura de oportunidades para a implantação e o crescimento de empresas dedicadas à exploração deste tipo de actividades em espaços próprios, desenvolvendo actividades mais específicas, no alargamento da oferta de programas de formação informal - formação outdoor.
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