| Formação Outdoor |
Página 7 de 7 Formação outdoor: enquadramento da gestão de risco No plano teórico, elementos simples servem de enquadramento a uma triologia clássica na avaliação e gestão do Risco, tendo em conta os factores decisivos de tempo e circunstâncias envolventes:
1. Recolha de informação tão ampla e completa quanto possível.
De uma forma mais complexa, a metodologia para a avaliação e gestão do risco percorrá 5 fases, de modo a construir um sistema de elevados padrões de exigência para as actividades em regime de ar livre e formação outdoor:
1. Reconhecer os tipos e níveis de risco inerentes a cada actividade.
Em função dos objectivos dos diferentes programas de actividades e formação outdoor, diferentes graus de risco podem ser aceitáveis e devem ser parametrizados em função das suas características. A definição do nível de risco aceitável faz a diferença entre o bem estar e a incomodidade, entre o prazer e o sofrimento e no limite, entre a vida e a morte. Forçar os níveis de risco aceitáveis para cada actividade, provocará a insegurança e desconforto, potenciará conflitos, aumentará a possibilidade de descontrolo e, por fim, o insucesso daquela actividade.
Precepção do Risco Perceber o nível de risco aceitável em cada actividade e programa, bem como a determinação dos factores essenciais para determinados objectivos da actividade, permite adequar a gestão de risco em qualquer etapa, de modo a gerir o ciclo de avaliação do risco: identificar os riscos, decidir como gerir o risco inerente ao programa, assim esteja de acordo com os objectivos traçados, reavaliar em função de novos elementos ou evolução dos participantes nas activiadades ou formação outdoor.
Avaliar o que pode correr mal em qualquer actividade requer o cuidado necessário e experiência considerável para identificar o tipo de situações e acasos que possam acontecer nas actividades de aventura ou formação outdoor. Conhecer as experiências anteriores e as referências de soluções, bem como ler os manuais ou trocar experiências com pessoas mais experimentadas pode ajudar a desenvolver esta experiência e melhores competências de actuação em situações similares, pressupondo que há circunstâncias que se tornam singulares em determinados momentos.
Fontes do Risco A análise das situações mais sistemáticas que podem influenciar o desenrolar das actividades ou formação outdoor em sentido desviante do objectivo traçado, pode ser vista sob a perspectiva de 3 eixos, fontes do risco:
Actividade – as situações que tipicamente podem correr mal Participantes – a sua perícia única e o nível de conhecimento Envolvente – o tempo, as condições de superficies, o equipamento, etc.
Caso as consequências dos riscos identificados sejam inaceitáveis em função dos objectivos do programa de actividades ou formação outdoor, logo são requeridas outras estratégias de Gestão do risco. Estas podem estar assentes em 3 princípios básicos:
Em resumo... Este sistema simples de avaliação e gestão do Risco nas actividades ou formação outdoor torna-se quase uma menomónica para os colaboradores de staff e deve ser lembrado quando dele precisam.
Porém, a experiência, a partilha de experiências, o conhecimento e o treino é que tornarão os monitores mais habilitados para prever e antecipar as medidas mais adequadas perante as situações imprevistas com maior complexidade no desenrolar de actividades ou formação outdoor e perante os acasos de interactividade com a natureza.
Seguindo a velha máxima da sabedoria popular portuguesa, “o seguro morreu de velho” e que se pauta a precaução e a previdência, todavia é bom lembrar que o risco está presente nas nossas vidas, diferindo apenas na forma como temos consciência dele, como o vemos e o gerimos no dia a dia. |
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